Muito se fala sobre a limitada dof (deep of focus - profundidade de foco ou profundidade de campo) em macrofootgrafia.
Sabendo que há apenas um plano de foco em uma fotografia, a uma determinada distância do plano do filme e paralelo ao mesmo, a profundidade de campo é quanto uma imagem aparenta estar em foco antes e depois desse plano.
Em macrofotografia, devido as grandes ampliações dos assuntos e reduzida distância entre o assunto e a camera, a profundidade de campo é muito mais reduzida que em fotos "normais", como por exemplo em uma paisagem.
Para maximizar a proundidade de campo devemos usar menores aberturas de diafragma (f16, f22 etc). O inconveniente é que com menores aberturas teremos menos luz para o filme, o que tornará necessário o uso de baixas velocidades ou de uma fonte externa de iluminação (flash).
Abaixo um teste feito com a camera (EOS 20D) em um tripé, lente EF 100 2.8 USM macro, flash MT-24 EX com velocidade fixa em 250 (sincronismo do flash). A ampliação é de aproximadamente 1:2 e a abertura foi variada de ponto em ponto entre os limites da lente (f2.8 - f32).
Efeito da abertura (f) na profundidade de campo
Imagem 100% redimensionada para o tamanho abaixo.
(coloque o mouse sobre a abertura para carregar a imagem).
Vale ressaltar que, apesar do aumento da profundidade de campo, há uma perda significativa na qualidade da imagem ao se usar aberturas muito pequenas (f22 ou menores). Veja como exemplo o review da Lente Canon EF 100mm f/2.8L IS USM macro que mostra corte 100% da imagem em diferentes aberturas.
Veja no menu download uma planilha do Excel que calcula a profundidade de campo dada a ampliação e abertura utilizada.
Tacio Philip
macrofotógrafo