Olá, amigos macrofotógrafos ! Meu nome é André Guina, tenho 32 anos, sou de Ribeirão Preto e fotografo há 1 ano e 10 meses aproximadamente.
Sempre gostei de fotografia, mas como não tinha máquina ficava sem jeito de pedir para tirar a foto quando me reunia com os amigos. Ficava todo orgulhoso quando um desconhecido, em viagens, pedia para eu bater uma foto dele com a família, esposa, cachorrinho....
O ano passado adquiri minha primeira máquina: uma Kodak DX-3600. Câmera digital, compacta sem grandes recursos mas que fazia boas fotos. Mas ainda não era o que queria: meu sonho sempre foi uma reflex "de filme". E há 1 mês atrás finalmente consegui comprar minha Canon EOS-300V com kit de objetiva 28-90.
Como meu aprendizado em fotografia por enquanto é todo baseado em leituras, estudos e conversas, estou apanhando bastante da nova máquina, porém a ajuda que tenho recebido dos novos colegas está sendo fundamental.
Nestas minhas leituras e andanças pela internet em busca de informação, descobri a macrofotografia e fiquei bastante impressionado com as fotos e confesso que é uma área que está me interessando bastante. Confesso que é uma grande pretensão minha: um iniciante querendo já se aventurar em macrofotografia ?!?!? Mas é o que estou fazendo, ou pelo menos tentando fazer....
Ao ler algumas matérias conheci a técnica de lente invertida e resolvi, até por motivos econômicos, fazer algumas fotos macro - na minha concepção de iniciante - utilizando esta técnica.
Para isso escolhi em casa alguns enfeitezinhos de natal de aproximadamente 1,5cm, um pingente de 1cm e também convoquei o "olho" da patroa para fazer aquela velha e manjada foto de close - que na minha cabeça é algo inédito e exclusivo.
Com o material pronto, escolhi os fundos para as fotos, coloquei a máquina na programação P (básica), deixei o flash em prontidão, inverti a lente da objetiva deixando-a fechada em 50mm e segurando firmemente apenas com a mão aonde se encaixa a baioneta (desculpem os termos nada técnicos, é que ainda não estudei adequadamente a anatomia de minha máquina). Para focar com esta técnica aprendi que basta aproximar e afastar a câmera do objeto até
conseguir o melhor foco. Em algumas situações o foco só era conseguido apenas quando eu quase encostava a lente no objeto. Quando eu finalmente achava que aquela aproximação (da câmera no objeto) dava o foco mais nítido, simplesmente procurava firmar bem a lente junto ao corpo da máquina e disparava sem dó nem piedade.
Minha ansiedade só terminou quando finalmente o filme foi revelado e pude ver que as fotos não saíram tão péssimas como imaginava: com um pouco de esforço e tentando diminuir meu orgulho por ter clicado aquelas peças tão "pequeninas" pude ver que a técnica funciona, mesmo sendo utilizada por um quase completo leigo em fotografia.
Confesso que esta nova experiência foi estimulante e fiquei entusiasmado em me aprimorar na macrofotografia tanto que fico vasculhando a casa a procura de umas malditas formigas que desapareceram quando eu mais preciso delas.
:-)
André Guina
andreguina@hotmail.comNOSPAM